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sábado, 2 de abril de 2011

JOANA VASCONCELOS - "FOGO"


Joana Vasconcelos nasceu em Paris, em 1971. Mas vive e trabalha em Lisboa. Expõe desde 1994 e não se ficou por terras lusitanas.
O seu agudo sentido de escalas e domínio da cor são próprios das suas obras, características particulares que lhes conferem um carácter quase feroz. O impacto é inevitável e a notoriedade da artista é prova disso. Joana Vasconcelos trabalha com a materialização de conceitos. A simplicidade das rotinas programadas do quotidiano dá vida a esculturas e instalações que projecta. As intervenções no domínio da arte pública assumem-se relevantes no seu trabalho. Procura promover um olhar crítico sobre a sociedade, despertar dúvidas e provocar reacções.

CORAÇÃO INDEPENDENTE VERMELHO

A instalação de Joana Vasconcelos é composta por um enorme coração vermelho e cinco músicas da mais marcante fadista portuguesa do séc. XX, Amália Rodrigues. A obra é uma composição de talheres de plástico. Milhares e vermelhos.



“Coração Independente Vermelho” representa o primeiro elemento - fogo. Contemplando o amor, propõe uma reflexão sobre as ambiguidades da vida no que toca à sociedade de consumo. Evidencia o excesso com a abundância de objectos. E assim, desviadas as atenções da lindeza da obra, eis que, facilmente, ponderamos sobre o tema. Sem esforço.



Gostei. Ainda que prefira a versão que encaixa os três corações da colecção – “Vermelho do fado, do amor, dos sentimentos; Dourado, que representa o ouro e a tradição portuguesa; e Preto, que simboliza a morte, a dor e o sofrimento” – confesso que a simplicidade da instalação parece funcionar. Agora nada como dar uma vista de olhos. Pela Arte. Portuguesa.

Rita Palma Borges

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A ARTE CHEGOU AO COLOMBO



E parece que veio para ficar.

O conceito? Simples. Quatro Elementos e Quatro Artistas.

Inspirada nos elementos da natureza – fogo, água, ar e terra - a exposição baseia-se na apresentação de uma obra de arte de cada um dos quatro artistas portugueses de referência: Joana Vasconcelos, Susana Anágua, Miguel Palma e Isaque Pinheiro.

As obras, como quem diz, os elementos operam em cada um de nós representando diferentes tipos de energia e consciência. E combinam-se.

Fogo                     “Coração Independente Vermelho”                      Joana Vasconcelos
Água                     “Cinética do Silêncio”                                                  Susana Anágua
Ar                          “Google Plane”                                                               Miguel Palma
Terra                     “A Medida de Todas as Coisas”                              Isaque Pinheiro





O Centro Colombo e o Museu Colecção Berardo unem-se assim numa excelente iniciativa, procurando partir para a reflexão sobre a arte e a relação desta com a natureza.

Patente de 31 de Março a 26 de Outubro, na Praça Central do maior centro comercial da cidade de Lisboa. A não perder.

Rita Palma Borges