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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Tolerância de Ponto

Porque é tradição, José Sócrates assinou o despacho que presenteia a função pública com mais uma tarde de ócio. Sendo assim, e segundo o dito despacho, quinta-feira, dia 21 de Abril, todos os "trabalhadores que exercem funções públicas na administração central e nos institutos públicos" não trabalham.


Numa altura em que o país precisa de tudo menos de produzir, faz todo o sentido que, juntando um feriado na sexta-feira e outro na segunda, o Governo confira à função pública tolerâncias de ponto. Coitados desses trabalhadores que só vão ter quatro dias para gozar. Vamos dar-lhes mais meio dia para terem tempo de preparar as malas e as lancheiras para as férias.


Ironia das ironias, é que os senhores "FMI's" ficam em Portugal a trabalhar e, portanto, não vão ter a mesma sorte dos portugueses, que vão passar uns dias tranquilos em família. Se eu fosse um daqueles senhores, ainda me punha a pensar se alguns lusitanos (um em particular) não estariam a brincar com a minha cara.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Senhor FMI

Arrancaram as negociações para o pacote de medidas de austeridade a aplicar em Portugal.


O Senhor FMI já está a trabalhar em Lisboa. Paul Thomson, que chegou às 9h00 de hoje ao Ministério das Finanças, é o nome do homem que vai liderar a equipa do Fundo Monetário Internacional, que prepara o plano de resgate.

O "senhor olhos azuis", como é conhecido nos meios internacionais, que tem nas mãos o rumo que Portugal vai seguir nos próximos anos, é dinamarquês, trabalha há 20 anos no FMI, é vice-director do Departamento Europeu e coordenou os programas de ajuda externa da Grécia e da Islândia.

A sua missão é bem clara – desenhar o pacote de medidas de austeridade que Portugal terá de adoptar em troca de uma ajuda financeira que deverá superar os 80 mil milhões de euros.


terça-feira, 12 de abril de 2011

FMI em terras de Camões

Depois da Grécia e da Irlanda, é a vez de Portugal ser resgatado pelo Fundo Monetário Europeu (FMI).

Hoje, os técnicos europeus chegaram a Lisboa para iniciar uma avaliação técnica que servirá para definir a quantia de que Portugal precisa.


Vamos ver se é desta que os senhores maquinistas se amedrontam e param com estas greves irracionais.


Com certeza que, nos próximos dias, teremos desenvolvimentos interessantes sobre a presença europeia em Portugal. O que escreveria Camões sobre isto? Ficaria, no mínimo, com dúvidas sobre se este é o mesmo povo sobre o qual escreveu tão lisongeiras palavras há séculos atrás.