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sexta-feira, 20 de maio de 2011

"Titanic" de volta aos cinemas

Após a sua estreia, em 1997, ter batido recordes de audiência (é o 2º filme com maior lucro de bilheteira na história do cinema, apenas atrás de Avatar) o filme "Titanic" vai ser novamente exibido nos ecrãs de cinema de todo o Mundo, muito em breve.

Protagonizado por Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, o filme foi agora remasterizado e transformado para 3D.

O produtor e director do filme James Cameron afirmou que é uma óptima oportunidade para toda uma nova geração que nunca assistiu ao filme, o conseguir ver da melhor e mais actualizada forma. Igualmente para os fãs, diz que será uma experiência "épica".

O filme dispensa apresentações porque toda a gente sabe e conhece a história do famoso naufrágio. Depois de ter sido criada, à margem do filme original, uma sequela desastrosa deste, decidiu-se adaptar e trazer o original aos dias de hoje.

A verdade é que as pessoas certamente já o viram anteriormente. A divulgação e transmissão do filme do Titanic parece não ter fim. Oportunidades para o assistir é algo que não falta, pelo menos em Portugal. Quem nunca viu este filme mais que uma vez na televisão nacional?! Aproveitar uma obra cinematográfica que já foi tão badalada e aclamada pela crítica, perde um pouco a essência de outrora...


Curiosamente (ou não), a estreia do filme está marcada para o dia 6 de Abril de 2012, depois de há cem anos o luxuoso navio se ter afundado no Oceano Atlântico.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Festival IndieLisboa '11 está a chegar

O Festival de Cinema Independente - IndieLisboa - começa dia 5 de Maio a sua 8ª edição e prolonga-se até dia 15 de Maio. Para quem (ainda) não conhece, apresenta longas e curtas metragens, obras de ficção, filmes de animação, experimentais e documentários, com o intuito de promover obras o cinema alternativo e apoiar a divulgação de filmes que têm menor projecção em Portugal.

Inevitavelmente, a crise e os cortes orçamentais apresentados pelo Ministério da Cultura, afectaram o festival que este ano conta perdeu duas iniciativas (Lisbon Screenings e o Portuguese Cinema on Tour) assim como outras ideias novas que não chegaram a ver a luz do dia.

Apesar disso, um dos directores do festival, Nuno Sena, afirma que o programa do festival é ainda mais forte que o da edição anterior. Referiu ainda que foram tomados mais riscos na selecção de obras a serem transmitidas em comparação com os anos anteriores, e que a edição "é marcada pelo inconformismo e por filmes que abrem caminhos e revelam autores habituados ao confronto". Irão ser apresentados 240 filmes distribuídos pelo Teatro do Bairro, Cinema S. Jorge, Culturgest e pela primeira vez, na Cinemateca.

Les Amours Imaginaires, de Xavier Dolan irá abrir o festival

Uma novidade curiosa desta edição é o facto de a TAP se ter associado ao IndieLisboa e, futuramente, transmitir dois filmes do festival durante os seus voos.

O Júri TAP, irá escolher a Melhor Ficção Portuguesa de Longa-metragem e o Melhor Documentário Português de Longa-metragem atribuindo 4 mil e 2 mil euros em viagens TAP a cada uma das obras, respectivamente.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

8 1/2 Festa do Cinema Italiano: "Pietro"

No sábado passado fui assistir à 8ª 1/2 Festa do Cinema Italiano, no cinema Nimas, ao filme "Pietro".

O argumento é de Daniele Gaglianone e retrata a história de Pietro, um homem que distribui folhetos ilegalmente. Vive com o seu irmão Francesco, um toxicodependente, na casa que os falecidos pais lhes deixaram. Pietro é vítima de ofensas e violência por parte do seu irmão e dos seus amigos boémios. Quando Pietro conhece uma rapariga que se inicia na distribuição de folhetos e a apresenta aos seus amigos (que na verdade são os amigos do irmão - os que gozam com Pietro) num bar, é alvo de chacota por todos. A partir daí as reacções e atitudes de Pietro perante o irmão e os amigos vão mudando gradualmente...

Pietro vive num mundo de solidão e tristeza, e o filme (em que a banda sonora é quase nula) ilustra isso muito bem nos planos intensos em close-up de Pietro ou noutros em que apenas aparece Pietro, e onde o efeito do background se apodera da nossa visão. Até metade do filme, por vezes é uma tarefa relativamente difícil decifrar os sentimentos de Pietro em relação às negativas atitudes e à falta de postura do irmão perante o sentido da sua vida, na medida em que, apesar de tudo, trata e ajuda-o quando este mais precisa.

O filme é divido por capítulos que apresentam como título a citação mais interessante de cada um deles. Penso que mesmo se não existisse esta "divisão" o filme continuaria a ter sentido e a ser perceptível, mas esteticamente representa pequenas transições que estão muito bem conseguidas.

Durante o filme existem cenas em que a imagem é desfocada e logo de seguida volta a ser focada, efeito que nos consegue levar para aquilo que Pietro tem mente no momento. Quando Pietro se encontra no bar a fazer caretas, enquanto o público o aplaude, é fantástico quando o som é cortado e entramos na visão de Pietro sobre o que está a acontecer à sua volta.

Um filme que mistura temas como a solidão, as relações familiares complicadas e desajustadas, a violência sobre aqueles que, aparentemente, são mais fracos, e a alienação.

Percebe-se cada vez melhor as diferenças entre o cinema europeu e o americano. A originalidade e a forma como é capturada esta história oferece obrigatoriamente a intenção de reflectir sobre a essência do filme em si
. Talvez pelos temas abordados. Talvez pela produção, edição e planos tão realísticos.

Confere em baixo o trailer:

sábado, 16 de abril de 2011

Porque tens uns olhos tão grandes?

Numa altura em que muito se fala sobre contos (okay, provavelmente só mesmo na camada do 1º ano de Jornalismo da Escola Superior de Comunicação Social), eis que fui à estreia do filme A Rapariga do Capuz Vermelho, uma espécie de reinvenção do conto O Capuchinho Vermelho, realizado por Catherine Hardwicke (de Twilight) e co-produzido por Leonardo DiCaprio.

Aqui o Lobo Mau não vai comer a avozinha e o argumento acaba por ser completamente paralelo, ainda que contenha pormenores interessantes que remetem à célebre fábula.

O enredo gira à volta da identidade-mistério do Lobisomem que assombra uma aldeia há muito esquecida no meio de um bosque. Padre Solomon (interpretado pelo veterano Gary Oldman que dá força ao elenco) alerta a aldeia para o facto de poder ser qualquer habitante – “o irmão, o melhor amigo ou o marido de qualquer um de vós”.

Para os fãs de Amanda Seyfried (protagonista de Mamma Mia e Dear John) ou da saga Crepúsculo será, decerto, um deleite. Não é, de longe, um dos meus géneros preferidos, mas é sempre engraçado ir às estreias de filmes que se adivinham verdadeiros sucessos de bilheteira, concretamente à sessão da meia-noite, mais calma, e observar – é por isto que tenho uns olhos tão grandes – os noctívagos críticos de cinema, com um café numa mão e um bloco na outra, que, ao longo do filme, vão tirando apontamentos e fotografias sorrateira e clandestinamente (não leu o aviso inicial, seu sacaninha?).

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Heath Ledger faria hoje 32 anos


Heathcliff Andrew Ledger ou apenas Heath Ledger deixou-nos há pouco mais de 3 anos, ficando uma carreira brilhante, ainda que incipiente.

Nasceu na Austrália e foi lá que iniciou carreira, mas foi quando se mudou para os Estados Unidos, em 1998, que o sucesso surgiu. Estreou-se na comédia adolescente 10 Things I Hate About You, ganhou visibilidade e desde então não parou, actuando em 19 filmes nos anos subsequentes.

Em Brokeback Mountain (2005) interpretou o papel de Ennis del Mar, um cowboy homossexual que se apaixona por Jack Twist (Jake Gyllenhaal, em baixo). A sua interpretação foi aclamada pela crítica e valeu-lhe nomeações como as de Melhor Actor no New York Film Critics Circle Awards e no Australian Film Institute Awards. Além de indicações para o Óscar e para o British Academy Television Awards.

Em 2008, deu vida a Joker, o maior vilão de sempre das histórias de banda desenhada do Batman, em The Dark Knight. Recebeu postumamente o Oscar para melhor actor secundário, um ano após a sua morte.

Na altura da sua morte, o actor australiano estava a rodar o filme The Imaginarium of Doctor Parnassus, não o tendo concluído. Apenas metade das cenas do seu personagem tinham sido gravadas e, por isso, a história foi alterada de forma a que o actor fosse substituído parcialmente pelos actores Johnny Depp, Jude Law e Collin Farrel.

Heath Ledger vai ficar para sempre no meu imaginário como Giacomo Casanova, o quebra-corações de Veneza. Apesar das duras críticas e do fracasso de bilheteira (foi o primeiro filme de Ledger a não obter êxito comercial ou crítico), Casanova continua a ser, quanto a mim, um dos melhores desempenhos do actor.

Dirigiu ainda videoclips de artistas como Ben Harper e fez uma curta-metragem sobre Nick Drake, cantor e compositor britânico morto prematuramente aos 26 anos. Por concretizar parece ter ficado o sonho de ser director de cinema.

Outros filmes do actor: The Patriot, A Knight’s Tale, Monster’s Ball, Ned Kelly, The Order, Candy, I’m Not There, The Brothers Grimm, Lords of Dogtown.

Dizem que os grandes génios morrem aos 27 anos. Este morreu aos 28.

As razões apontadas para esta morte precoce, que se traduziu numa grande perda para o mundo da sétima arte, ainda são motivo de discussão e de intriga. No entanto, tudo aponta para uma morte acidental, causada pela mistura e abuso do consumo de pelo menos 6 calmantes e comprimidos para dormir, entre eles os ansiolíticos Valium e Xanax.